Reforma política

Às vésperas das eleições de 2018, os debates para a aprovação da reforma política ganham vulto no Congresso Nacional. O assunto já era uma reivindicação antiga, e se tornou imprescindível. O gargalo é que os principais afetados por qualquer modificação no sistema atual são os próprios legisladores designados para fazer as modificações. Portanto, trata-se de uma questão que tem tudo para não ser resolvida. 
Jamais nossos representantes concordariam em consultar a população. Certamente ouviriam sugestões como redução dos salários, dos benefícios, dos cargos comissionados, coisas que deputados e senadores não têm interesse em resolver.
Em todo caso, estão dispostos a discutir as propostas que podem mudar as regras das eleições do ano que vem. Os deputados já aprovaram o voto majoritário para eleger deputados federais, estaduais e vereadores em 2018 e 2020, o chamado “distritão”, e o financiamento público de campanhas. Mas são questões que os beneficiam, mais do que prejudicam.
Inicialmente previa-se a manutenção do sistema proporcional, que leva em conta tanto os votos individuais dos candidatos como os votos totais do partido para determinar os vencedores, em 2018 e 2020, e também um sistema distrital misto em 2022, com votos para os partidos em listas fechadas e votos majoritários em distritos menores que os atuais Estados.
Dessa forma, o “distritão” foi a solução encontrada para se chegar ao sistema misto em 2022. Já o fundo eleitoral, deverá contar com 0,5% das receitas correntes líquidas do orçamento, cerca de R$ 3,5 bilhões. Ainda faltam ser votados três destaques pendentes de votação. Um trata da possibilidade de os candidatos nos distritos eleitorais ou a outros cargos majoritários poderem figurar simultaneamente nas listas partidárias preordenadas, a partir de 2022. Os outros dois destaques referem-se à possibilidade de o suplente de senador ser o candidato a deputado federal “mais votado do mesmo partido ou coligação na circunscrição do titular do mandato”.
O fato é que a cena política brasileira precisa vencer as práticas de desvios éticos e dilapidação do patrimônio público. Para isso, é necessário recuperar a confiança do povo. E isso não se faz pensando apenas no melhor para si.

Foto: Instituto Liberal

Seminário discute os caminhos da inovação no Brasil

O Museu do Amanhã, em parceria com a Finep, realiza hoje, 16/8, o Seminário Inovanças - A inovação feita no Brasil, um desdobramento da Exposição Inovanças - Criações à Brasileira, inaugurada em abril, e que já recebeu mais de 120 mil visitantes. A necessidade de errar, de valorizar a tecnologia social e de saber como os brasileiros têm inovado no país serão os temas que nortearão a discussão. O evento, gratuito, será realizado no Auditório do Museu do Amanhã. 
Para falar sobre novas maneiras de criar e de reinventar, o seminário reunirá alguns dos brasileiros inventores apresentados na Exposição Inovanças, como Joana D’arc Félix, PhD em Harvard que superou a fome e o preconceito e, atualmente, soma 56 prêmios em sua carreira. Joana desenvolveu uma pele artificial a partir da epiderme de porco que pode ajudar na recuperação de queimaduras em humanos. Além dela, o jovem Ronaldo Tenório criou o aplicativo Hand Talk, software apoiado pela Finep que traduz o português oral e escrito para LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) de modo on-line - vencedor do prêmio da ONU como o melhor aplicativo social do mundo.

Comissão se reúne para concluir votação de regras eleitorais

A comissão especial que analisa mudanças nas regras eleitorais (PEC 77/03) volta a se reunir hoje para concluir a votação de mudanças no texto do relator, deputado Vicente Candido (PT-SP).
A ideia é que as propostas que podem mudar as regras das eleições do ano que vem comecem a ser avaliadas logo pelo Plenário.
Os deputados já aprovaram o voto majoritário para eleger deputados federais e estaduais e vereadores em 2018 e 2020, o chamado "distritão", e o financiamento público de campanhas.
O relator da proposta lamentou as alterações feitas e aprovadas em seu texto. Inicialmente, Candido previu a manutenção do sistema proporcional, que leva em conta tanto os votos individuais dos candidatos como os votos totais do partido para determinar os vencedores, em 2018 e 2020, e também um sistema distrital misto em 2022, com votos para os partidos em listas fechadas e votos majoritários em distritos menores que os atuais estados.
O presidente da comissão, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), avalia que o “distritão” foi a solução encontrada para se chegar ao sistema misto em 2022. "Ficou sempre colocado que o ‘distritão’ era a opção que diminui os custos de campanha e ao longo do processo foi amplamente debatido. Não podemos ficar no debate infrutífero, discurso tem pra tudo, não teve acordo, foi-se ao voto e aprovou-se o distritão."

Fundo eleitoral
Vicente Candido também afirmou preferir um fundo eleitoral menor do que o aprovado pela comissão, que vai contar com 0,5% das receitas correntes líquidas do orçamento, cerca de R$ 3,5 bilhões. "Espero que a partir de 2020, a gente reveja o valor desse fundo com um sistema eleitoral barato. É isso que se precisa fazer. O Congresso Nacional precisa ousar. Precisa ter ousadia e estar linkado com o sentimento da população, senão o encontro nas urnas pode custar caro para os congressistas de hoje."
O líder da oposição, deputado José Guimarães (PT-CE), avalia que o Congresso precisa enfrentar o assunto. "Não é pauta de governo, é uma pauta do Legislativo. E nós temos que fazer um debate amplo e transparente com a sociedade brasileira. A maioria da população é contrária ao financiamento público, e nós sabemos disso, mas queremos discutir isso pedagogicamente com a sociedade. Nós preferimos o financiamento com regras, com fiscalização, com transparência, do que este modelo falido, que encobre o caixa 2, encobre a corrupção, encobre tudo."
O vice-líder do PMDB deputado Mauro Pereira (RS) acredita que não serão votações fáceis. "O fundo está sendo debatido entre os líderes, na base, nos grupos de deputados, mas não existe um consenso ainda. Os recursos para financiar campanhas são muito altos e, neste momento de crise brasileira, vai ter um debate muito grande sobre isso aqui na Casa. Tem muito deputado que não está concordando.”
Agência Câmara

Frase

“A prioridade é sermos honestos conosco. Nunca poderemos ter um impacto na sociedade se não nos mudarmos primeiro. Os grandes pacificadores são todos gente de grande integridade e honestidade mas, também, de humildade.” - Nelson Mandela

Parceria Lulécio

“Nada é novo debaixo do sol”, escreveu o rei Salomão. E mais: “os reis de hoje repetem as coisas dos reis do passado”. No passado os reis “inimigos” ao sujeitar um povo a si, poupava a vida do rei vencido na batalha.
Era uma conivência que tratava de beneficiar os poderosos em detrimento do sofrimento do povo. Portanto, não importa o quanto petistas em geral e Lula critiquem publicamente as lideranças do PSDB. Na alcova do poder, eles são velhos parceiros. Se um está em perigo, o outro vai a seu socorro. No caso brasileiro, vale tudo para livrar a cara do “inimigo” que meteu a mão no dinheiro público.
Não é de espantar que Lula, na condição de presidente da República, tenha isentado o senador Aécio Neves (PSDB/MG) no inquérito do caso Furnas. De acordo com informação publicada no site do jornal O Estado de S.Paulo, em depoimento à PF, Lula declarou que ‘Aécio não pediu nenhum cargo em nenhum de seus mandatos (2003/2010)’. Suas informações tiveram peso importante na conclusão do delegado federal Alex Levi, que inocentou o tucano. O ex-presidente depôs no dia 28 de junho.
Agora que as cortinas começam a cair, os brasileiros ficam sabendo que as críticas petistas aos “adversários” é teatro barato. Essa politicada tem um único inimigo em comum: o povo.

Livros têm a figura paterna como tema central

Pai e mãe são tidos como exemplo e porto seguro da família. Mas, o que fazer quando ambos perdem seus empregos ao mesmo tempo? Ou quando o trabalho de um deles levanta suspeitas? Esses problemas delicados são relatados para crianças e jovens em duas obras que têm a figura paterna como tema central. Os títulos da Editora Moderna são recomendáveis para o Dia dos Pais, comemorado no próximo dia 13 de agosto.
O livro Pai sem terno e gravata, de Cristina Agostinho, traz um enredo sob a ótica de Dedeia, uma criança de apenas 10 anos, que conta a história de sua família, cujos pais perderam os empregos. Todos viviam confortavelmente em um apartamento próximo ao centro da cidade e os pais trabalhavam para sustentar a casa e ofereciam aos filhos tudo que os jovens da classe média estão acostumados: aulas de natação, roupas da moda, viagens, shoppings.
Certo dia, a mãe da garota é demitida da empresa que trabalha e a menina começa a sentir os primeiros cortes decorrentes da contenção de despesas da família: nada de biscoitos ou chocolates no mercado, o carro é substituído pelo ônibus e no Natal os presentes são mais modestos. E como se não bastasse a privação imposta pela perda do emprego da mãe, Dedeia e seus irmãos são surpreendidos também com a perda do emprego do pai. Como será que esta família da classe média vai superar estes problemas?
A autora Cristina Agostinho diz que este livro foi inspirado em experiências próprias: “Quando fui trabalhar numa empresa siderúrgica que faliu, e vivi de perto o desespero dos colegas que perderam o emprego, virei escritora. Aí nasceu o Pai sem terno e gravata”. Pela importância do tema abordado, a obra ganhou o Prêmio Adolfo Aizen, da União Brasileira de Escritores na categoria Melhor livro juvenil – Realidade, no ano de 1993.


Polícia Federal, propina e o dedo de Gleisi Hoffmann

Quem diria? Um dedo em riste no Senado aparentava (apenas aparentava) a última resistência do que um dia foi o espólio ético do PT. O dedo era de Gleisi Hoffmann, senadora pelo partido e agora presidente nacional da sigla.
Mas ninguém mais nesse Brasil crê na ética petista. No entanto, o dedo em riste para acusar os adversários (com ou sem razão) e fingir ser a favor da população, ainda vinha servindo para municiar de orgulho a rasa militância petista ávida por achar razão em alguma coisa. 
Agora esse laivo de “orgulho” está ameaçado. É que a Polícia Federal revelou o caminho da suposta propina para a presidente do PT. Álvaro Novis, o principal responsável por entregas em espécies do departamento de propina da Odebrecht, diz ter organizado os repasses para Gleisi Hoffmann.
Por esse caminho seguia o pagamento de caixa dois para a campanha da petista ao governo do Paraná em 2014. Naquele ano, foram pelo menos dois pagamentos de R$ 500 mil, segundo a PF. No sistema interno da empreiteira, Novis aparecia como “Paulistinha” para entregas em São Paulo e “Carioquinha” para aquelas feitas no Rio de Janeiro.
Se tudo for confirmado, a senadora prova que apenas cumpre o dever da maioria dos petistas de mandato.
Foto: Agência Senado

Sivaldo Venerando. Tecnologia do Blogger.