Mulheres são fortes

Mulheres são fortes. Há quem diga que não, mas só de vê-las lutar, conquistar coisas antes impossíveis em um mundo que aparentava não ser delas, percebe-se: é um mérito ter conquistado espaços.
Elas foram reservadas para complementar o homem. E fazem isto muito bem. Enfeitam a vida, tornando-a mais leve, mais graciosa. O que dizer das que sabem amar? Os filhos, o marido, os amigos, todos a reverenciam.
Elas sabem cuidar. Transformar lágrimas em sorriso, do nada, é habilidade essencialmente feminina. Como não amá-las?
A vida lhes cobra grande prova de amor. Nelas esse sentimento é uma oferta (ou estratégia?) disfarçada de maternidade. Durante esse período costumam mudar hábitos e ver a vida de maneira diferente. Outras iludem-se com o pensamento de estar se tornando deformada. Não é nada disso. Na verdade, ficam mais atraentes, com a pele mais bonita e cabelos idem.
A maternidade destrona a personalidade esporádica das mais jovens. Ela vem como o turbilhão do amor. Para ela as comportadas, alvoroçadas, patricinhas, piriguetes, emos ou ninfas são uma só coisa: mãe. E esse título tem poder mágico. Sua voz cura dor, sua presença significa amparo.
Indo mais além, temos as que foram encarregadas de gerar e cuidar de seres especiais. Aqui no Nordeste, em especial, centenas delas hoje cuidam com afeto dos filhos microcéfalos. O incidente comove a sociedade, altera o ritmo de convivência das famílias. Muitas dessas mães dispensaram suas atividades para dedicar-se ao amor particular. Por seus filhos empenham a vida. Seria impossível trabalhar oito horas por dia e cuidar de uma criança especial. Muitas delas foram abandonadas pelos pais de seus filhos. Enfrentaram uma cultura machista exacerbada, como se fossem culpadas por gerar a criança com essa doença. Mas nessas mulheres, apesar da vulnerabilidade social, não há sinais de fraqueza. É uma constante na cultura nordestina, a força e a resistência. Como escreveu Euclides da Cunha, “o nordestino é, antes de tudo, um forte”. A firmeza de caráter nelas se consolida. Muitas dão força às companheiras. Mulheres são fortes. Nossa homenagem a elas.

Gonzaguinha

Entre 23 e 25 de março, a Caixa Cultural recebe o projeto “Gonzaguinha, Tudo Outra Vez”. A apresentação é feita pelo cantor e multi-instrumentista Fábio Luna e pelo pianista e sanfoneiro Marcelo Caldi, que convidam o baixista e cantor Neil Carlos e também o baterista e percussionista Fabiano Salek. O show vai contar com a participação de Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha. Juntos, eles relembram clássicos do cantor e compositor falecido em abril de 1991. São grandes composições: Começaria Tudo Outra Vez, Grito de Alerta, Explode Coração.

200 anos: Revolução Pernambucana antecipa futuro do Brasil

O final do século 19 e início do 20 é considerado o período das revoluções. A Europa estava em ebulição com o Bloqueio Continental de Napoleão Bonaparte. Os Estados Unidos engatinhava com a sua recém-promulgada república.
Era, de acordo com o historiador Eric Hobsbawm, um mundo “de maioria rural”. Mas, as ideias revolucionárias, com base no Iluminismo, fervilhavam nos centros urbanos de infraestruturas acanhadas.
No Rio de Janeiro, a corte portuguesa aportou em 1808, fugindo de Napoleão. De lá, o príncipe regente, D. João VI, pretendia governar o País Continente (Brasil), Portugal e expandir o império na América Latina. Ele deu início à construção de prédios para o serviço público e democratizou a energia elétrica. Os custos foram para a conta das então províncias.
As províncias do Norte, dentre as quais Pernambuco era a mais forte economicamente, tinham seus cofres raspados por ordem de D. João aos governadores, para pagar o luxo da corte. Enquanto isso, o Recife vivia às escuras e sem serviços básicos de infraestrutura. Também os impostos foram elevados e uma seca ocorrida em 1816 foi fator fundamental para fazer explodir a revolução em março de 1817.

Preparativos - Na surdina, os ideais revolucionários já vinham sendo discutidos nas lojas maçônicas. Os participantes eram comerciantes maçons, padres, militares e profissionais liberais. O ano de 1817 seria aquele que passaria à história como uma separação entre o Brasil Colônia e o novo País, com constituição independente.
No dia 6 de março, um incidente antecipou os fatos. No quartel do Paraíso, foi dada ordem de prisão aos militares envolvidos na conspiração. O capitão brasileiro, José de Barros Lima, recusou-se a entregar as armas e golpeou o brigadeiro português Barbosa de Castro, matando-o. O episódio resultou na tomada do poder pelos revolucionários e na imediata expulsão do governador Caetano Pinto.

Acontecimentos posteriores - O governo republicano durou 74 dias. Em junho foi nomeado um novo governador pela corte. O escolhido foi o general português Luis do Rego, que se tornou um algoz dos pernambucanos. Mesmo assim, a luta por independência contra o absolutismo monárquico português continuou.
Em 1821, foi travada uma batalha contra as tropas de Luis do Rego iniciada em Goiana. Foram convocados voluntários e milicianos de Nazaré da Mata, Paudalho e Limoeiro. Os pernambucanos obtiveram êxito. Dali seguiu-se a Convenção de Beberibe, que culminou na expulsão de Luis do Rego. Uma junta governativa foi formada e, em entendimento com os revoltosos pernambucanos, escolheram um presidente, Gervásio Pires. Gervásio foi o primeiro governador de província essencialmente brasileiro. Em seu governo a autonomia assustava a corte, nessa época já governada pelo jovem imperador D. Pedro I. Esses acontecimentos e outros de menor porte, no Brasil e em Portugal, forçaram a carta de independência que separou constitucionalmente o Brasil de Portugal e Algarve. Foi o famoso “Grito do Ipiranga” proferido por D. Pedro, em 7 de setembro de 1822. A proclamação da república só viria em 1889. Mas, antes disso, Pernambuco já havia vivenciado os acontecimentos do futuro.


Dia do Contador de Histórias (Audiolivros abrem mercado)

Como é gostoso ouvir uma boa história, ainda mais daquela pessoa que “mergulha” no enredo, brinca com a sonoplastia, cria uma voz para cada personagem. Há quem tenha tanta habilidade neste dom que parece transportar o ouvinte para “um outro lugar”, “um novo mundo”, ou melhor dizendo, para “dentro da história”. Aos que transformaram esta aptidão em profissão denominamos Contadores de História, e é justamente este profissional que tem sua arte celebrada no dia 20 de março.
A data – que marca o início da primavera no hemisfério norte, e do outono no hemisfério sul – passou a ser comemorada em 1991, na Suécia, com o objetivo de reunir os Contadores de todo o mundo, divulgar a profissão, promover a prática e fazer um dia cheio de histórias e surpresas. Com o passar dos anos sua celebração perdeu um pouco de força, mas, em 1997, um grupo de contadores de histórias da Austrália resolveu organizar um festejo que durou uma semana inteira. Na mesma época, no México e em outros países da América do Sul, o dia 20 de março foi declarado o Dia Nacional dos Narradores. Em 2003 o Canadá e outros países também adotaram a idéia. Quando a França aderiu à celebração em 2004, o número de países aumentou para 25 espalhados pelos cinco continentes, transformando, assim, o 20 de março no Dia Internacional do Contador de Histórias.
Todavia, não é de hoje que a prática de contar histórias existe, muito pelo contrário, pode-se dizer que a evolução da humanidade está diretamente ligada a arte de contar histórias. Afinal, desde os primórdios o ser humano tem narrado suas histórias no intuito de preservar sua memória, transmitir conhecimentos e se divertir. Antes da escrita e dos livros lá estavam os contadores para salvar do esquecimento as tradições da família, a cultura de um povo, o legado de uma nação.
Através dos tempos, a arte de contar histórias, não só marcou presença no imaginário das pessoas, como contribuiu para elevar as oportunidades de trabalho para estes profissionais. Atualmente, com a difusão dos audiolivros, os especialistas nesta arte podem atuar também como narradores. No Ubook, por exemplo, são mais de 40 narradores que emprestam suas vozes para as histórias contadas. “Possuímos quatro estúdios próprios e temos parcerias com outras dezenas de estúdios espalhados pelo Brasil. Nosso objetivo com isso é poder proporcionar aos nossos ouvintes uma gama variada de vozes, interpretações e sotaques das mais diferentes regiões do País. Afinal, é esta mistura de sotaques, gírias, expressões locais e variadas entonações que torna o Brasil tão rico e culturalmente diversificado”, diz Marta Ramalhete, gerente de produção do Ubook, maior plataforma de audiolivros por streaming da América Latina.
A importância do contador de história não está somente associada à construção da história, mas na edificação de estímulos em relação à leitura e ao imaginário. Esta arte não apenas sobreviveu ao tempo, mas se adaptou às novas tecnologias.  “O contador de história é importante porque, com suas técnicas e habilidades, transforma a experiência em algo muito maior do que uma simples leitura, auxiliando seus ouvintes no desenvolvimento da criatividade. Na mesma linha, um narrador de audiolivro precisa utilizar sua voz, sua arte em narrar uma história para conquistar os ouvidos e os corações de quem escuta uma obra”, comenta Marta.
Ouvir uma boa história é se permitir vivenciar a mágica de transporta-se para outros lugares, vivenciar novas experiências, adquirir cultura, entretenimento e informação. Por isso, da criança ao adulto, a leitura contribui para estimular o ser humano.

Recital

O Café Literário de Limoeiro promove, ao lado da Coordenadoria da Mulher, um recital para homenagear as mulheres. No repertório, música e poesia. Será no dia 21.

A Reforma da Previdência

A Reforma da Previdência elaborada pelo Governo Temer será avaliada pelo Congresso. Do jeito que está, dificilmente serão aprovados todos os pontos. Só o fato de o trabalhador passar a contribuir por 49 anos para poder se aposentar, já desperta a revolta dos brasileiros.
Em vários recantos do país, há protestos. O discurso contra a reforma se baseia na abordagem que alega haver superávit na Seguridade Social, na qual está incluída a Previdência, e nos exageros segundo os quais os trabalhadores jamais se aposentarão, ou terão de trabalhar até morrer – o tipo de terrorismo no qual os promotores dos protestos são especialistas. 
Já os defensores da reforma não enxergam outro caminho, senão aprovar as mudanças propostas. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que os gastos do governo com a Previdência eram de 3,3% do PIB em 1991, são de 8,1% hoje e serão de 17,1% do PIB em 2060, se tudo continuar como está. Considerando que o poder público tem agora um teto de gastos, a Previdência comerá fatias cada vez maiores da despesa estatal, tirando recursos de todas as outras rubricas orçamentárias – inclusive saúde e educação. Por outro lado, sabe-se que o que interessa a centrais sindicais e partidos políticos é causar desgaste ao governo federal. Esse é o compromisso das tais legendas com o Brasil.
A reforma proposta pelo governo vem sendo refutada pela oposição e por especialistas no assunto, o que indica eventuais modificações no pacote enviado pelo Executivo. Tomara que tudo seja feito de maneira honrosa. Para o bem geral.

Maia quer mudar sistema político-eleitoral

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defende a mudança no sistema político-eleitoral. Passaria a ser proporcional de lista fechada com financiamento público como alternativa ao atual.
Maia reuniu-se com os presidentes da República, Michel Temer, do Senado, Eunício Oliveira, e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, e informou que vai debater o assunto numa reunião entre técnicos do TSE, consultores da Câmara, do Senado e integrantes da comissão da reforma política.
O presidente da Câmara destacou que a mudança no sistema pode, por exemplo, aumentar a participação da mulher na política e fortalecer o debate ideológico. (Com informações da Câmara Federal)

Sivaldo Venerando. Tecnologia do Blogger.